Casa Areeiro – 23/05/15

No espaço de um mês, a segunda vez consecutiva, os astrónomos viram-se confrontados com condições meteorológicas adversas aos objectivos traçados. Os trabalhos previstos não foram integralmente realizados apesar de inúmeras e sucessivas abertas ao longo do dia e ao cair da noite pela simples razão de que esses períodos não se mantinham constantes que permitissem um princípio, meio e fim. Perante essas perturbações, procedeu-se aos seguintes trabalhos:

a) Foi ensaiada a montagem e reparação do telescópio solar Coronado sob a supervisão do colega especialista Rui Aguilar, trabalho que sofreu inúmeras interrupções e acabou por não ser completado em face de terem surgido muito momentos nublados que a isso impediram;

b) O telescópio Celestron CPC 800 foi instalado, não tendo sido possível ministrar formação específica sobre este equipamento em face das condições meteorológicas não o terem permitido e fazendo com que essa componente fosse remetida para o interior das instalações sob responsabilidade de Rui Aguilar e com o apoio da consulta de livros da especialidade;

c) Foram apresentados e testados dois binoculares, por Rui Aguilar, o maior com repetição de ensaio, trabalhos que não foram completados pelas mesmas razões das outras tarefas agendadas;

d) Com cerca de 12 elementos, pelas 20h30 realizou-se o habitual convívio que se prolongou até às 22:00, momentos esses que serviram para sedimentar melhores relações de trabalho e amizade entre astrónomos e seus familiares;

e) Tentou-se o reinício dos trabalhos mas as condições meteorológicas pouco tempo depois agravaram-se levando a que os participantes aproveitassem essas pausas para debater diversos temas de astronomia, entre eles equipamentos de astrofotografia, astronomia de verão e actividades nas escolas.

Ficou desde ontem agendado o próximo dia 20 de Junho para a próxima reunião de astrónomos e respectivos trabalhos.

Imagens de Dina Góis e Fernando Góis

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Casa Areeiro – 25/04/15

Os trabalhos agendados não decorreram como previsto face à inconstância do tempo. Ainda assim foram concretizadas as seguintes actividades:

a) Abordagem teórica sobre razões e objectivos da pesquisa de meteoritos. Conduzido por Fernando Góis e com a presença de seis elementos, mais tarde já com oito, sedimentámos os nossos conhecimentos sobre meteoritos, trabalhos que foram sendo discutidos ao longo de um hora entre todos os participantes;

b) Subsequentemente, ensaia-se a pesquisa no terreno, tendo-se verificado muita curiosidade e interesse por este trabalho se bem que faltasse o detector de metais, substituído aqui por dois enormes ímanes e que realizaram um excelente trabalho;

c) Workshop sobre astrofotografia conduzido por Duarte Silva onde foram abordados temas diversos, desde lentes, câmaras, computadores, telescópios, programas e noção de histograma com simulação de imagens;

d) Depois de um convívio entre astrónomos, que se verificou pelas 20h30, foi a vez de Rui Aguilar fazer a apresentação de um binocular por si construído com lentes de abertura de 130mm de abertura. Durante duas horas foi necessário mudar de local por 3 vezes face à intensidade do vento, momentos que serviram para testar as diversas vertentes do equipamento como montagem e efeitos da turbulência, colocação em declinação e equatorial, e respectiva resolução, Para os astrónomos presentes, em número de 12, passou no teste da resolução, tendo-se concluído que equivale a um telescópio normal com a abertura de 12″ (300mm);

Os nossos objectivos apontavam para a captação de imagens planetárias e céu profundo, mas pelas 02h15 tivemos de abandonar o local de trabalho face ao vento e chuviscos que por vezes perturbavam.

Imagens de Dina Góis e Cristina Freitas

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Próxima actividade – 11/04/15

Na prossecução dos trabalhos inerentes a este grupo associativo, foi agendada a actividade seguinte:

-Dia 11/04/15 – Viagem de catamaran entre Funchal/Santa Cruz/Cabo Girão – Visita de estudo para astrónomos e familiares, integrada na formação sobre geodiversidade e aspectos geológicos costeiros da Madeira, preparação para a actividade de pesquisa de meteoritos sob a orientação do Prof. Dr. Engº João Baptista P. Silva. Custo da viagem: €12,50 – INSCRIÇÕES ATÉ: 07/04/15.

Observação Casa do Barreiro

Mais uma sessão decorreu, desta vez na Casa do Barreiro, direccionada para um grupo de 21 jovens de Gaula e respectivos professores. Numa noite com boas condições meteorológicas, apenas a Lua impediu de observar alguns objectos, tendo-se iniciado a actividade com o tema da escala de magnitudes tomando como base dos trabalhos o brilho do nosso satélite, Vénus, Júpiter, Sirius e outras estrelas visíveis na altura. Esta introdução foi completada com a noção de orientação pelas coordenadas e ainda com uma explicação sobre o funcionamento da esfera celeste.

Foi então a vez de observar o planeta Vénus acompanhado pelo desenvolvimento das suas características físicas, distâncias e respectivos movimentos, seguindo-se o enxame estelar NGC 869, o grupo duplo, que surgiu de forma soberba aos nossos olhos. O mesmo sucedeu com a  nebulosa de Orion e o seu posicionamento na respectiva constelação, seguindo-se a localização e identificação das estrelas que desenhavam as constelações de Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo e Leão, já que a tentativa de captar Cocheiro, Ursa Maior e Menor saíram infrutíferas face às elevações montanhosas que limitavam o local de observação. A sessão terminou com a observação de Júpiter e a Lua, desenvolvendo-se os temas a estes astros atinentes, bem como sobre distâncias no sistema solar, nuvem de Oort, estrelas de Alfa de Centauro e vida fora do sistema solar.

Podemos dizer que foi uma sessão interessante porque muito participada por todo o grupo de jovens e terminou cerca das 23h00. No total estiveram presentes 25 pessoas. Colaboraram: Fernando Góis, José Nunes e Dina Góis com as imagens.

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Cais Funchal – 28/03

Integrada na comemoração do evento “Hora do Planeta” os astrónomos levaram à prática uma acção de observação dos astros, beneficiando do apagão local verificado entre as 20h30/21h30, sessão essa que desenvolveu a aprendizagem sobre magnitudes das estrelas e quantificação da intensidade do seu brilho tomando como valores a escala de magnitudes que se inicia com o Sol, Lua, planetas e sucessivamente as estrelas que se observam até ao limite da nossa visão. Estes elementos foram sucessivamente utilizados com o brilho do nosso satélite, Vénus, Júpiter, Sirius, Capella, Arcturus, Rigel e Betelgeuse, bem como Régulo, a estrela Polar e as que fazem parte da sua cauda como elemento  limite para os nossos olhos.
Iniciámos o nosso trabalho com a participação de apenas 4 pessoas, para depois ir aumentando o seu número que de uma forma muito viva e interessante interagiram com os astrónomos em grupos familiares onde integravam crianças de todas as idades. Esta acção abrangeu duas fases distintas com a primeira a decorrer ao longo da hora do apagão e a segunda nos momentos seguintes com a energia reposta. O público presente ficou, assim, bem ciente das preocupações dos astrónomos e do problema da poluição luminosa que enferma a baixa da cidade do Funchal. Foram muito solicitados os planetas Júpiter e a Lua que foram observados por todos os presentes.

Número de participantes: 37 pessoas. Monitores: Fernando Góis e José Nunes. Colaboradores: Alexandre Gomes e Dina Góis (imagens).

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Hora do Planeta – 28/03 – 20h00

No próximo dia 28, entre as 20h30/21h30, os responsáveis do evento “Hora do Planeta” apelam para que todos os cidadãos centrem as suas atenções no tema da sustentabilidade do nosso planeta e, nessa sequência, convidam cada um a desligar as fontes luminosas mais próximas eventualmente dispensáveis com o objectivo de sensibilizar para o inútil desperdício de energia e criar um novo modelo de vivência nas zonas urbanas onde a sua diária utilização chega a atingir, nalguns locais, níveis irresponsáveis.

Ós astrónomos conhecem de há muito esta vertente e fazem questão de relembrar a sua situação altamente polémica, que pode ser atenuada dia a dia, daí a razão para aderirem à colaboração no evento e estarem presentes no Cais do Funchal numa actividade com a seguinte estrutura:

– Local: Cais do Funchal

– Data/hora: 28/03/15 – 20h00

– Das 20h30/21h30 – sem iluminação; 21h30/23h00 – local iluminado

– Equipamento: telescópio Celestron e binóculos;

– Tema a desenvolver: poluição luminosa na cidade do Funchal (pontos críticos)

– Objectos a observar para demonstração do tema: tentar localizar as constelações do zodíaco visíveis  – Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo, Leão e Virgem (de oeste para leste). Observar as estrelas da constelação de Orion e Leão, Sírius e Estrela Polar sem iluminação no local e depois da iluminação reposta no Cais;

– Términus provável da actividade: 23h00

A Direcção da AAAM,

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Eclipse visto pela Escola Gonçalves Zarco

Podemos dizer que foi um evento que suscitou imensa curiosidade junto da comunidade escolar da Região. Segundo informações recolhidas, algumas escolas equiparam-se com um telescópio ou então com os óculos especiais e seguiram os momentos disponibilizados pelas abertas levando muitos alunos e docentes a contemplar um dos fenómenos mais belos deste planeta.

Na escola Gonçalves Zarco, assistimos a uma autêntica enchente de alunos e professores junto dos telescópios e espaços anexos, nalguns casos em zonas cobertas abrigadas dos chuviscos, aproveitando-se todos os intervalos de aulas para o seguirem, se bem que os principais momentos do eclipse se centraram no início após o primeiro “toque” ainda que com muitas nuvens a perturbar a visão do disco solar, melhorando depois na fase final. Para completar todos este cenário a RTP/Madeira  fez levar estas imagens pelo País através da RTP/Informação. Até 21 de Agosto de 2017.

Imagens gentilmente cedidas pela própria Escola G. Zarco.

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Imagens eclipse total do Sol – Março 2015

O Eclipse teve o seu início às 7h47, com máximo previsto para as 8h48 e término às 9h48. Nas ilhas Faroé, o eclipse foi total durante cerca de 2 minutos. Na Madeira, a ocultação máxima prevista foi de 57%. A AAAM registou imagens do evento pela objectiva do Duarte Silva, em Gaula, no posto de observação colocado para o efeito.

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Eclipse total do Sol Março 2015 – Posto de observação do Cais

O eclipse total do Sol (parcial na Madeira) foi acompanhado pela AAAM e GAUMa em diversos pontos de observação – Cais da Cidade, Terraço da Universidade da Madeira, Escola B+S Gonçalves Zarco, Gaula (estação de astrofotografia) e Escola B+S do Porto Santo. Apesar da meteorologia indicar pouca manobra para as observações, salientamos a coragem de algumas dezenas de pessoas e alunos que compareceram logo pela manhã no Cais do Funchal.

O Eclipse teve o seu início às 7h47, com máximo previsto para as 8h48 e término às 9h48. Nas ilhas Faroé, o eclipse foi total durante cerca de 2 minutos. Na Madeira, a ocultação máxima prevista foi de 57%. A AAAM está a preparar a publicação das imagens do eclipse, entretanto ficam os registos da observação no posto do Cais do Funchal.

Eclipse solar – 20/03

No próximo dia 20 de Março, entre as 07h47 e 09h49, a Região irá assistir a um eclipse parcial do Sol que comportará uma percentagem aproximada de 55 a 57% de ocultação do disco solar pela Lua, segundo os dados da NASA. Este fenómeno será também contemplado pelo norte de África, Europa do Sul e Norte, com destaque para o norte da Escócia que será brindado com 95%, as Ilhas Faroé integralmente ocultadas durante 2 minutos e 47 segundos e terminando no Ártico.

Os astrónomos da Madeira, AAAM e GAUMa, estarão em quatro frentes neste evento. Em Gaula, onde Duarte Silva procederá à captação de imagens oficiais do eclipse, no Terraço da Universidade da Madeira, nas Escolas Gonçalves Zarco, Funchal, e Dr. Freitas Branco, Porto Santo, em observações para alunos e docentes, bem como no Cais do Funchal em sessão direccionada para o público, podendo para isso consultar a página: www.astronomiamadeira.net.

Dado que a observação directa do sol é altamente perigosa, os astrónomos encetaram contactos com a Direcção-Geral da Saúde e Associação Nacional de Farmácias no sentido da possibilidade de disponibilização de óculos especiais para este evento, à semelhança de anteriores, mas as informações foram negativas. Em face disso, convidam-se os interessadas no fenómeno para que se juntem aos astrónomos os quais disponibilizam equipamentos em total segurança da sua visão. 

NUNCA OBSERVE O SOL DE FORMA DIRECTA!

SIGA AS NORMAS DE SEGURANÇA PRESCRITAS EM: http://oal.ul.pt , http://www3.uma.pt/investigacao/Astro/Grupo/index.htm e http://www.dgs.pt/

 

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