Aug 18

Sessão especialmente dedicada ao eclipse parcial da Lua.

Com esse fundamento iniciámo-la cerca das 21h00, precisamente quando a sombra se projectava na Lua em cerca de metade do seu disco. No local já se encontravam 9 pessoas que nos aguardavam. Aos poucos juntaram-se outros mais interessados neste evento.

Sugerimos a observação da Lua com binóculos e o acompanhamento do eclipse a olho nu, acompanhando-se esse momento com algumas explicações do fenómeno.

Seguiu-se a curiosidade pelo brilho de Vénus no horizonte oeste, tendo a seu lado Mercúrio que foi observado pelos presentes de forma muito fugaz. Os restantes planetas ali próximos, caso de Saturno e Marte, escaparam a essa observação pela neblina ali existente.

Com a superfície da Lua 90% obscurecida, aproveitámos os momentos para olhar as constelações de Verão, desde a cauda de Leão, passando pela Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário e terminando no Capricórnio que o nosso satélite impedia de observar na íntegra.

Após a observação de Júpiter e da Lua, foi feita uma mini-palestra sobre a evolução das estrelas, teorias sobre a formação, evolução e fim do Universo e Sistema Terra-Lua. Foi também discutido alguns conceitos sobre vida extraterrestre e evolução da própria humanidade.

Número total de pessoas que por ali passaram: 57 pessoas.

Aug 16

Ocorre hoje à noite um fenómeno bem conhecido de todos: um eclipse da Lua. Na Madeira, o eclipse será parcial (a lua não ficará completamente “tapada”) e ocorre entre as 20h30m e as 00h20m. O máximo de ocultação previsto (80%) ocorre pelas 22h20m.

Devido à hora do nascimento da Lua (20h43m), esta surgirá no céu já ligeiramente “eclipsada”.

A AAAM aproveita as sessões da Astronomia no Verão para hoje à noite, pelas 21h30m no Pico do Areeiro, mostrar ao público interessado o eclipse e outros objectos visíveis no céu, como por exemplo Júpiter e as suas luas, alguns enxames, constelações e objectos dignos de interesse.

Aug 13

Esta sessão especial foi marcada propositadamente para a observação das Perseidas, uma “chuva de meteoros” habitual no Verão devido à passagem da Terra pelo rasto deixado pelo cometa Swift-Tuttle.

Devido à especificidade do fenómeno, foi necessário escolher um local de observação escuro sem poluição luminosa. A AAAM escolheu o sítio dos Estanquinhos, no Paúl da Serra, por ser de fácil acesso e de localização bem conhecida pelos madeirenses. Aquele local já foi utilizado em anos anteriores com sucesso, com ampla visibilidade e céu escuro, propício para a observação de uma “chuva de estrelas”.

Infelizmente, este ano as condições foram muito adversas, com ventos e rajadas de alguma intensidade, para além da neblina que impediu qualquer observação. A comitiva que chegou aos Estanquinhos foi posteriormente informada que as condições estavam melhores no Lombo do Mouro, onde decorreu a maior parte da observação, entre as 22h20 e as 00h10.

Chegados ao novo local, montou-se o telescópio e iniciou-se o “protocolo” habitual na Astronomia de Verão: Constelações visíveis, observação da Lua, Júpiter, alguns enxames do Escorpião e outros “deep sky objects”. A observação tornou-se difícil devido às rajadas de vento que faziam a imagem do telescópio tremer. De vez em quando, as explicações eram interrompidas com alguns “Ali, ali!” no momento da queda de alguns meteoros.

No que toca ao fenómeno, muitos dos curiosos revelaram uma certa desilusão, porventura devido às elevadas expectativas que o nome “chuva de estrelas” implica. Tivemos o cuidado de explicar que o número de meteoros por hora esperado já era relativamente baixo porque o ponto alto das Perseidas foi durante a manhã (ver OAL), isto sem referir que essa razão (meteoros/hora) é uma estimativa para todos os meteoros, brilhantes e menos brilhantes, em todo o céu. Os nossos olhos infelizmente não conseguem visualizar toda a abóbada celeste ao mesmo tempo, pelo que de certeza alguns meteoros passaram despercebidos.

Todavia, entre as 22h e as 00h foram registados cerca de 8 meteoros brilhantes, de coloração branca, dois deles de grande intensidade e um que se dividiu em pequenas partes durante a queda pela atmosfera terrestre. Cerca de metade surgiram nas proximidades da Cassiopeia e os restantes mais a Sul.

Às 00h10 as condições de observação pioraram consideravelmente, com neblina e fortes rajadas de vento, pelo que demos por terminada a sessão de observação. A próxima realiza-se no Sábado, dia 16 de Agosto, pelas 21h30m no Pico do Areeiro.

Aug 11

Tínhamos à nossa espera cerca de 6 pessoas. Com uma temperatura muito agradável, distribuímos os prospectos da Ciência Viva e acto seguinte juntaram-se outros 5 aderentes, pelo que a sessão iniciou-se com 11 pessoas. Aos poucos foi aumentando o número de interessados, pelo que no fim contabilizámos 46 pessoas no seu total.

Uma espessa neblina no horizonte perturbou a visibilidade dos planetas ali próximos o que motivou alguma decepção por parte dos presentes que esperavam observá-los. Vénus era o planeta cujo brilho conseguia sobressair naquela espessa neblina, não sendo possível detectar Mercúrio, Saturno e Marte ali muito próximos uns dos outros, por coincidência todos alinhados do mesmo lado do Sol.

Esse facto mereceu uma explicação da nossa parte que foi completada com a noção de orientação, pontos cardeais e interpretação do céu a partir de Leão. Apesar do crescente da Lua percorremos as constelações de Leão (parcial), Virgem, Balança, Escorpião e Sagitário, fazendo uma passagem telescópica pela Lua e seu detalhes. Passámos depois ao planeta Júpiter e às suas luas.

Por fim, o nosso passeio pelo céu marcou encontro com as Ursas, Maior e Menor, Estrela Polar, Cassiopeia, Quadrado de Pégaso, Galáxia de Andrómeda, Triângulo de Verão, observando-se telescopicamente a M57, Albireo e os enxames estelares de Sagitário e Hércules.

Sessão interessante e muito exigente da parte de algumas pessoas do público que pretendiam ver todos os planetas do sistema solar (!).

Terminou cerca das 01h45.

Seguem duas imagens:

Próximas sessões:

  1. Dia 12/08, das 21h30/01h00 – Estanquinhos/Paul da Serra – As Perseidas No início centraremos a sessão na Lua e Júpiter. Depois passaremos a fazer uma explicação sobre os meteoritos (estrelas cadentes) e respectiva observação a olho nu. Nalgumas pausas aproveitaremos para observar outros objectos celestes.
  2. Dia 16/08, das 21h30/24h00 – Pico do Areeiro Eclipse parcial da Lua. Nasce pelas 19h43. Põe-se pelas 05h59. Observação desta e do planeta Júpiter, bem como de outros objectos visíveis.

A Direcção,
Fernando Góis

Aug 06

Sessão idêntica à anterior. Pouca aderência de público no início, crescendo o seu número depois das 22h30 em que nos visitaram cerca de 41 pessoas a quem distribuímos prospectos do programa da Ciência Viva.

Logo após o pôr-do-sol destaque para quatro astros a oeste: um finíssimo minguante da Lua, um brilhante Vénus, um pálido Saturno e um fugaz Marte, já longínquo, muito próximos uns dos outros. Vénus regressou ao nosso convívio a querer competir com o gigante Júpiter. Com cera de 15 aderentes no início, fizemos uma ligeira passagem telescópica por es ses 4 astros visíveis, todos em Leão. Depois iniciámos um passeio pelos 4 cantos da abóbada celeste, a rever a orientação, seguindo-se todas as constelações visíveis desde o meio corpo de Leão até Capricórnio. Continuámos pelo Boieiro, Cassiopeia, Ursa Maior, Menor e Estrela Polar.

Passámos ao Triângulo de Verão, observando telescopicamente a M57 e Albireo. Por fim concentrámo-nos em Júpiter e as suas 4 luas, os enxames estelares de Hércules, Sagitário e Escorpião, terminando a sessão com a galáxia de Andrómeda.

Sessão interessante que terminou cerca das 00h30.

Próxima sessão – 09/08/2008 – Pico do Areeiro (21h30/00h30) - com o crescente da Lua

Seguem duas imagens: