Esta sessão, muito interessante e movimentada, conteve três partes distintas:
1) A aproximação dos primeiros participantes ao local dos telescópios, a breve introdução realizada pelo monitor responsável pela actividade que abordou o programa da Ciência Viva, os seus objectivos e o timing de acção nesta Região, seguido dos momentos das primeiras observações da Lua e os pormenores da sua superfície, as mais solicitadas no início, apesar das condições atmosféricas adversas. Seguiu-se o planeta Saturno que todos os interessados lamentavam não poder observar com estabilização e nitidez, face à intensidade do vento que soprava no local;
2) As inúmeras questões colocadas por um grupo de 14 jovens e que incidiram sobre a influência do nosso satélite sobre a vida terrestre, destacando-se também a dúvida levantada sobre se o homem pisou o solo lunar em 1969, questões prontamente desenvolvidas e esclarecidas. A última questão incidiu sobre o pedido de explicação da razão porque se chama braço de Sagitário à núvem ou mancha de milhares de milhões de estrelas que aparecem nesta zona do céu e cortam a abóbada celeste até ao lado da Cassiopeia;
3) A localização das constelações Escorpião, Sagitário, bem como da Ursa Maior, Ursa Menor e a Estrela Polar, focando-se os movimentos da Terra, o controlo do tempo e a precessão. Comparou-se a estrela Polar e a Ursa Menor a um relógio sideral que ajuda à contagem do tempo.
Contabilizámos 53 participantes a quem foram entregues igual número de prospectos da Ciência Viva e respestivos questionários.
Responsável pela sesão: Fernando Góis
Monitor colaborador: Rui Aguilar
Imagens: Etelvina Góis
Seguem algumas imagens
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Sessão Observação 06/08 – Chão Lagoa
Vesta – minúsculo e estranho protoplaneta!
A lei de Titius-Bode, publicitada em 1766 por dois astrónomos alemães, com esse mesmo nome, enunciou uma regra empírica baseada na sequência de números (0,3,6,9…) a que se adicionavam 4 unidades e cujo resultado era dividido por 10. Concluiram, dessa forma, que as distâncias dos planetas seguiam uma certa regularidade pelo que no espaço, entre Marte e Júpiter, denotavam a falta de um planeta.
Em 1801, Giuseppe Piazzi observa Ceres e estava convencido que tinha encontrado esse planeta. Seguem-se novas descobertas nos anos seguintes, com William Olbers a detectar Vesta em 29 de Março de 1807. Mais tarde veio a apurar-se que não eram mais nem menos que “pedregulhos” (minúsculos pedaços de material rochoso) que derivaram ou de um planeta que se desintegrou por acção da gravidade de Júpiter ou então restos de material ali descarregado proveniente da periferia do sistema solar e depois aprisionados por aquele gigante gasoso.
Depois de uma viagem de 2.800.000.000 kms a sonda espacial Dawn, lançada em Setembro de 2007, foi capturada pela gravidade de Vesta, o objecto mais brilhante da cintura de asteróides, com cerca de 530kms e uma rotação de 5 horas e 20 minutos. A uma distância de 2.900kms captou uma série de imagens que têm surpreendido os cientistas pela estranha e inexplicáveis alterações na estrutura física que apresenta.
Brevemente ser-lhe-á realizada uma nova mediação, bem como de Ceres, em 2015, após serem observadas estranhas e inexplicáveis alterações na sua superfície que levou Chris Russel, chefe da missão Dawn, a afirmar: “Nunca vi nada assim. É um protoplaneta bonito e excitante lá no meio do cinturão de asteróides. Não é um corpo uniforme e isso indica, para mim, que o seu interior esteve muito activo. Vamos aprender muito com ele”.
Para mais informações sobre esta missão consultar: http://www.nasa.gov/dawn
Imagem:crédito NASA
Resumo sessão observação 30/07 – Chão Lagoa
Excelente sessão com três partes.
Primeira parte – recepção aos participantes com as boas vindasde um céu esplendoroso de estrelas, os prospectos da Ciência Viva e uma introdução preparatória dos astrónomos monitores. As seis crianças presentes foram os protogonistas da sessão pois tiveram honras de participante especial com a lembrança de um exemplar do livro “A Estrela Perdida”, cujas imagens registam momentos de enorme satisfação.
Segunda parte – Observação prolongada de Saturno perante um céu deslumbrante e uma temperatura de cerca de 19º, humidade relativamente baixa e sem vento. Rodeados de cerca de 14 participantes, que depois aumentaram para o dobro, e porque estava em causa a iniciação do minicurso de Introdução à Astronomia no local, o monitor Fernando Góis passou a desenvolver uma pequena síntese dos módulos 1 e 2, abordando primeiro o tema: “Orientação e posição do observador perante a esfera celeste” em que de uma forma simples e prática descreveu em que posição, por onde, como e com que instrumentos deve o observador iniciar-se como interessado pela astronomia, bem como funcionam os movimentos do céu.
De seguida, passou a explicar a posição das constelações, quais as que englobam a faixa do Zodíaco, sua dimensão e medição na esfera celeste, os seus movimentos e as que são visíveis nesta altura do ano. Com a ajuda preciosa do apontador laser, ia ligando as estrelas dessas constelações tentando aproximar ou comparar as figuras conhecidas e desenhadas pelos povos antigos. Foi seguido, nesse exercício, com algum entusiasmo e perguntas por parte dos participantes que, assim, ficaram a conhecer melhor as constelações de Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário e Capricórnio, no horizonte sul, bem como as do triângulo de verão, no zénite, e ainda a Ursa Maior e Menor.
Terceira parte – Observação dos objectos do céu profundo – M4, M5, M6, M8, M17, M20, M22, M23, M27 e muitos outros com a intervenção de dois astrónomos. Em primeiro lugar o Presidente da Direcção, Engº Sandro Correia, que passou a efectuar uma curta exposição sobre a posição da estrela Polaris e os movimentos da Terra, bem como a deslocação do seu eixo ao longo do ciclo de 26.750 anos, o seu movimento de precessão, e abordando ainda a posição das constelações de Cassiopeia e do Boieiro.
Posteriormente o prof. Dr. Laurindo Sobrinho, do Grupo de Astronomia da Universidade da Madeira, desenvolveu o tema da origem e formação das estrelas, nebulosas e algumas galáxias, porque as estrelas se apresentam como duplas, triplas ou quádroplas. Tomando como exemplo Escorpião e a sua estrela Antares, na fase final da sua vida, associou ainda a cor, temperatura e idade em relação a diversas estrelas.
A sessão encerrou-se cerca das 00h45, tendo sido entregues 32 prospectos da Ciência Viva aos participantes presentes na sessão.
Seguem várias imagens.
Monitores: Sandro Correia, Fernando Góis e Rui Aguilar.
Colaborador: Dr. Laurindo Sobrinho do GAUMa.
Fotografia: Etelvina Góis
Resumo Sessão de Observação 23 de Julho – Chão da Lagoa/Pico do Arieiro
Infelizmente, por motivos meteorológicos (céu completamente nublado), não foi possível realizar a sessão prevista assim como o nosso Mini-Curso de Astronomia.
A nova sessão está prevista para amanhã, 30 de Julho, no local habitual (entrada pelo portão norte do Chão da Lagoa).





