Esta sessão especial foi marcada propositadamente para a observação das Perseidas, uma “chuva de meteoros” habitual no Verão devido à passagem da Terra pelo rasto deixado pelo cometa Swift-Tuttle.
Devido à especificidade do fenómeno, foi necessário escolher um local de observação escuro sem poluição luminosa. A AAAM escolheu o sítio dos Estanquinhos, no Paúl da Serra, por ser de fácil acesso e de localização bem conhecida pelos madeirenses. Aquele local já foi utilizado em anos anteriores com sucesso, com ampla visibilidade e céu escuro, propício para a observação de uma “chuva de estrelas”.
Infelizmente, este ano as condições foram muito adversas, com ventos e rajadas de alguma intensidade, para além da neblina que impediu qualquer observação. A comitiva que chegou aos Estanquinhos foi posteriormente informada que as condições estavam melhores no Lombo do Mouro, onde decorreu a maior parte da observação, entre as 22h20 e as 00h10.
Chegados ao novo local, montou-se o telescópio e iniciou-se o “protocolo” habitual na Astronomia de Verão: Constelações visíveis, observação da Lua, Júpiter, alguns enxames do Escorpião e outros “deep sky objects”. A observação tornou-se difícil devido às rajadas de vento que faziam a imagem do telescópio tremer. De vez em quando, as explicações eram interrompidas com alguns “Ali, ali!” no momento da queda de alguns meteoros.
No que toca ao fenómeno, muitos dos curiosos revelaram uma certa desilusão, porventura devido às elevadas expectativas que o nome “chuva de estrelas” implica. Tivemos o cuidado de explicar que o número de meteoros por hora esperado já era relativamente baixo porque o ponto alto das Perseidas foi durante a manhã (ver OAL), isto sem referir que essa razão (meteoros/hora) é uma estimativa para todos os meteoros, brilhantes e menos brilhantes, em todo o céu. Os nossos olhos infelizmente não conseguem visualizar toda a abóbada celeste ao mesmo tempo, pelo que de certeza alguns meteoros passaram despercebidos.
Todavia, entre as 22h e as 00h foram registados cerca de 8 meteoros brilhantes, de coloração branca, dois deles de grande intensidade e um que se dividiu em pequenas partes durante a queda pela atmosfera terrestre. Cerca de metade surgiram nas proximidades da Cassiopeia e os restantes mais a Sul.
Às 00h10 as condições de observação pioraram consideravelmente, com neblina e fortes rajadas de vento, pelo que demos por terminada a sessão de observação. A próxima realiza-se no Sábado, dia 16 de Agosto, pelas 21h30m no Pico do Areeiro.






